Wednesday, July 27, 2005

Neurónios maternais

Já passou um mês...
e não houve escrita
no verso, forma bendita.
O poema estava lá
em stand by
talvez à espera de um ai
que o soltasse do recôndito
escondido, onde, como ave
guardiã do ninho, protege
os depenados loucamente...
eles, os versos, estão lá
embrulhados e guardados
nos neurónios maternais
à espera do primeiro vôo...

Thursday, May 12, 2005

A razão



Tu que me lês
julgas que quero fama?
Não! O que eu digo
É que quero muito
Sonhar na minha cama.
Verdade!
Tu que me lês
Nem sabes como sou
Não sabes o que dou
Sem olhar a recompensas...
E tu que me lês
À espera do fim
Deste poema
Não sabes sequer
Dizer qual foi, no principio,
A razão deste poema.

Thursday, March 17, 2005

A rosa na prosa

Ouvi dizer um dia
A fraco desconhecido
Que um poeta sempre é
Escritor de segunda linha.
A ideia que ele tinha
Daquele que risca verso
é de não ser capaz
De pôr em prosa
história completa
com cem folhas...
Sentimento perverso
Por escrever em verso!
Ao meditar nisto,
Ainda hoje penso
Que esse infeliz
Na mente tem um "quisto"
Por não saber
Que se pode riscar
Num verso, uma rosa
E encher de flores
Um texto feito em prosa...