Monday, June 7, 2010

Dor na alma



Hoje dói-me a alma
parece que a calma
desapareceu...
acho que foi qualquer
coisa que me doeu
e não passou ainda.
E do que gosto na vida
é a luta por uma causa
que não seja perdida
já, antes de ser.
Faço uma pausa
busco no baú das forças
aquela fonte de energia
que àss vezes nos impele
e faz com que do desânimo
os nervos fiquem à flor da pele...
dói-me a alma e no fundo
quero e desejo a calma.
Há-de aparecer
.

Wednesday, September 2, 2009

Felicidade



Felicidade...
Ah,sim, sou feliz ( diz alguem )
Porque tenho...
Felicidade é o que se quer
Em qualquer idade
Felicidade
ou coisa
de vez em quando...
Momento dourado
Entre momentos
Tormentosos.
Essa palavra felicidade
De vez em quando
Feita de interregnos
apenas um intervalo...
Como um sol que aparece
Quando uma nuvem desvanece
Deixando-lhe raiar a luz.
Felicidade são os teus olhos
A tua meiguice ternurenta
Quando beijas humildemente
A palma da mão, cansada
De um dia de trabalho
E repousas as agruras.
Beijo-te os lábios e já nem notas
Sonolenta que estás, gasta da azáfama
E, de manhã... olho-te feliz
Quando esboças um sorriso calado
Transparecendo amor.

Friday, April 25, 2008

Se me importo?

Se me importo?
Claro que me importo
Direi até
Que me revolto
Com a dor
com a mágoa
dos que pedem água
dos que têm fome
dos que ficam sem terra
por causa da guerra
dos encolhidos
dos envergonhados no estender
da mão...
talvez à procura de pão.
Importo-me com a pobreza
porque é uma tristeza;
importo-me com os dias
que se tornaram nocturnos...
sim, importo-me
com os taciturnos...
claro, que me importo
direi mesmo que me revolto.

Thursday, April 24, 2008

O teu pedido

Ensina-me a fazer poesia!
Diz lá como se faz...
Em que escola aprendeste
A escrever a fantasia?

Fácil ! Pegas na alma
E com toda a calma
Agarras no abecedário
desenhas no papel
A brisa do vento...
Escreves o sentimento
Com um lápis ou pincel
E com dois traços
Dás dois abraços
E dois beijos
Dizes os teus desejos
E verás como é fácil
Sentir a melodia
Na pauta de uma poesia.
Mas, se não tiveres a alma
Nada farás com as letras
Nem sequer sopa de letras
Nem algo de belo...
E se não for poesia
Aquilo feito no escrever
resta-te uma saída:
-volta a nascer...

Wednesday, February 27, 2008

De ombro caído

27 julho 2005

Há dias que nos trazem
falta de ânimo
ao sorriso jovial...
Metido na dúvida
onde encontro a força
energia para lutar?
Respiro fundo
inspiro profundo o ar poluído
relaxo de ombro caído...
Cogitando
vou respirando
procurando o ânimo
que combate o obstáculo
e retira o sorriso jovial.
Inspiro profundo
mais uma vez
relaxo de ombro caído
em busca do jovial
o sorriso...

O ar e o vento


Há mais olhar
no olhar de um poeta...
mais do que sentimento,
consegue ver o vento
apalpando o ar
e vê movimento
em coisas paradas
sente e se quiser
consegue agarrar
até mesmo conversar
com as nuvens distantes, dispersas ...
ouvindo sons das ramas
de árvores bailarinas
em calmo batimento,
o poeta, sente
faz conversa com a água do ribeiro
que se esvai sem destino
sem perceber o código
do mistério nuclear
encerrado na energia
estranha, inexplicável...

Tuesday, November 27, 2007

Pena essencial

O que escrevo fica
no branco do papel
onde olhei no vácuo o essencial.
E ao correr da pena
solto uma pena
de alma penada...
De uma só penada
solto esta pena
fico sem pena
de soltar ao correr da pena
a ideia essencial.
Sim fico sem mais uma pena
Que pena!...